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Na MoneroKon 2019, Riccardo “fluffypony” Spagni falou sobre o Tari, um novo projeto em que ele está trabalhando que busca suplementar o Monero com funcionalidades mais fáceis de usar e mais extensíveis que o Monero, e utiliza “nós validadores”, que o fluffypony comparou com Masternodes Dash.

“Um nó validador é um nó que você executa, você pode pensar nele como um Masternode Dash, que você executa e ele continua por si só, você guarda alguns Taris, e você participa em pools de validação de ativos digitais, e você é capaz de fazer certas ações de validador, e como você atua como validador você é pago”

Fluffypony, que é o cofundador do Tari Labs, então dá uma demonstração de como ele acredita que um gerenciador de nós validadores iria se parecer. Spagni também falou sobre como o design foi feito com engenheiros que acreditam que é possível criar o gerenciador de nós validadores e seu demo de maneira descentralizada. Planeja-se que o Tari seja minerado junto com o Monero, e a comparação dos nós Validadores com Masternodes Dash ilustra a habilidade dos Masternodes de adicionarem funcionalidades avançadas para as criptomoedas.

Fluffypony planeja utilizar nós Validadores para suportar a criação e uso de ativos digitais que os usuários podem selecionar de um mercado. Spagni descreve ativos como “coisas que as pessoas compram ou ganham, mas que existem em forma inteiramente digital” e dá moedas coloridas, tokens de jogos, cryptokitties, ingressos, licenças de software, etc. como exemplos. Fluffypony planeja usar o Big Neon, uma companhia de venda de ingressos, como uma companhia piloto para usar Tari com nós validadores suportando sua plataforma e uso na blockchain descentralizada.

Notavelmente, o Fluffypony era um crítico do Dash no geral e dos masternodes em particular, chegando a alegar que a sua implementação em um projeto representava o trabalho de “desenvolvedores medíocres” e postulou que a estrutura de incentivos levaria a rede a atacar a si própria. O projeto Tari representa uma forte mudança, se afastando de opiniões públicas antigas, e pode ser um indicativo da descoberta de limitações de uma rede baseada somente em mineradores sem uma estrutura de nós incentivados.

Fluffypony está buscando uma direção similar ao Dash

Fluffypony também descreveu como eles querem crescer, para aumentar o uso de privacidade e de dinheiro independente por mais indivíduos, mas destaca que “eles podem estar chegando a um ponto limite” e que ele teme que o Monero seja “um software avançado com apelo de nicho”. Fluffy pondera que, para conseguir apelo mais amplo, eles precisam ir além da comunidade central porque eles “estão indo contra outros que são muito engenhosos e bem financiados”. Portanto, Fluffypony disse que o CCS, o sistema de crowdfunding do Monero, “é incrível; mas, novamente, o CCS tem um limite superior, e esse limite é que as pessoas que usam o CCS já precisam estar interessadas no Monero”. O CCS do Monero usa Crowdfunding no lugar da reserva automática de 10% das recompensas de blocos mensais para projetos. No entanto, o Dash também sofre do mesmo problema de exigir que os proprietários de propostas já estejam no ecossistema. Portanto, o Dash recentemente lançou a Fundação Dash de Investimento que receberá seus fundos de investimento da tesouraria do Dash, mas será capaz de ir buscar projetos nos quais investir, ganhando uma participação nos lucros para a rede.

Fluffypony também discutiu a importância de uma boa experiência de usuário (UX) e design, e diz que apesar de iterar o design da carteira Monero core e das carteiras mais amigáveis que emergiram, Monero mobile e web wallets, usar Monero ainda é difícil.

“Acredito que podemos todos reconhecer que usar Monero é um processo meio desajeitado. Você sabe, não é fácil, ter endereços de 95 caracteres não é fácil. Quero dizer, é objetivamente pior do que usar Bitcoin para a experiência do usuário.”

Ele então usou isso como explicação para o motivo dele pensar que muitos consumidores simplesmente deixam o seu dinheiro em casas de câmbio, o que derruba o propósito de ter um sistema monetário sem necessidade de confiança com blockchain. O Dash esteve resolvendo o problema de UI/UX com grupos de divulgação que educam o público, e trabalhando em nomes de usuário blockchain e na nova Carteira DashPay, que será lançada com a próxima versão 1.0 Evolution. Além disso, o Dash lançou o InstantSend automático, que concretiza transações em menos de dois segundos, para tornar o seu uso com comerciantes mais simples, junto com os numerosos dispositivos de POS que aceitam Dash. Adicionalmente, o mercado de ativos digitais e o ecossistema melhorado de desenvolvimento que fluffy acredita que será criado pelo Tari tem semelhanças com a DAPI do Dash e com o sistema Drive que está sendo preparado para o próximo lançamento da Evolution para permitir mais opções para os consumidores e desenvolvedores.

O Dash está subindo o nível para outros projetos

O Monero não é o primeiro a copiar as inovações do Dash, já que outras criptomoedas também implementaram variações das invenções do Dash recentemente. Além das numerosas outras moedas usando Masternodes — que foram inaugurados pelo Dash — a Zcoin recentemente copiou o ChainLocks do Dash, o que torna a blockchain significativamente menos vulnerável a ataques de 51%. O Bitcoin Cash considerou, no ano passado, criar um sistema de tesouraria similar ao Dash para criar um modelo de financiamento sustentável. Além disso, o Decred é outra moeda que está tentando fazer uma DAO funcionar e até fez uma análise comparativa com o Dash para ver como os dois se comparam. Sendo a imitação a maior forma de elogio, o Dash está usando seu modelo inovador de DAO com Tesouraria para financiar a criação de mais inovações que a grande comunidade das criptomoedas ache útil. Apesar do Dash nem sempre receber o crédito, o Dash está fazendo progresso em direção a uma adoção mais ampla e construiu uma reputação de ser a fonte de inovação, o que é um bom indício para a busca de maneiras para atingir adoção em massa.